PUBLICAÇÃO DAS POESIAS FEITAS EM VIDA POR AUTA DE SOUZA, POETISA DE MACAÍBA/RN, SEGUNDO OPINIÃO DE OLAVO BILAC, QUE PREFACIA A OBRA.
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HORTO - EDIÇÃO ESPECIAL

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Chico Xavier e Auta de Souza

 Dr. Elias Barbosa relata na obra “No Mundo de Chico Xavier” (2ª Edição – pág. 19 – IDE) o encontro primeiro, dela, com o médium: “Recorda, de modo particular, alguma produção que ficasse inesquecível em sua memória?”
            “Sim, recordo-me de um soneto intitulado “Nossa Senhora da Amargura”, que, se não me engano quanto à data, foi publicado pelo Almanaque de Lembranças de Lisboa, na sua edição de 1932. Eu estava em oração, certa noite, quando se aproximou de mim, o espírito de uma jovem, irradiando imensa luz. Pediu papel e lápis e escreveu o soneto a que me referi. Chorou tanto ao escrevê-lo que eu também comecei a chorar de emoção, sem saber, naquele momento, se meus olhos eram os dela ou se os olhos dela eram os meus. Mais tarde, soube por nosso caro Emmanuel, que se tratava de Auta de Souza, admirável poetisa do Rio Grande do Norte”.
 
Senhora da Amargura
 
 
Mãe das Dores, Senhora da Amargura,
Eu vos contemplo o peito lacerado
Pelas mágoas do filho muito amado,
Nas estradas da vida ingrata e dura
 
 Existe em vosso olhar tanta ternura,
Tanto afeto e amor divinizado,
Que de vosso semblante torturado
Irradia-se luz formosa e pura;
 
 Luz que ilumina a senda mais trevosa,
Excelsa luz sublime e esplendorosa
Que clareia e conduz, ampara e guia
 
 Senhora, vossas lágrimas tão belas,
Assemelham-se a fúlgidas estrelas:
Gotas de luz nas trevas da agonia.

 (Publicado pelo Almanaque de Lembranças de Lisboa em sua edição de 1932 – pág. 162)

Trecho da carta de Chico Xavier a M. Quintão.
“Reformador” – Ano 1932 – nº8 – Abril – pág. 237

            “Alguns autores há muito tempo que não voltam, como, por exemplo, Augusto dos Anjos e Auta de Souza. 
            Desta última conversa, muitas saudades. Quando ela escrevia, fazia-se sentir sensações indefiníveis. De algumas vezes, eu sentia que ela se achava em companhia de uma outra alma, bastante elevada, que nos disseram ser uma das que compõem a grande falange que colabora com Celina em sua elevada missão de amor.
            Esta companheira da alma que se dava com Auta fazia-me ouvir, isto é, sentir, como em relâmpagos os mais formosos hinos sacros que eu nunca pude apanhar, porque eram sempre mais vibrações intraduzíveis, melodias que eu podia somente sentir.
            Cada espírito que por mim escreveu fez-me sentir uma sensação diferente, profundamente desiguais entre si.”

(Livro “Auta de Souza” – IDE – Psicografia Chico Xavier)

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